domingo, outubro 26, 2008

BREL

Durante mais de uma hora a TV5 recordou ontem Jacques Brel, morto há trinta anos. Um programa de fantasmas da minha juventude, incluindo uma comovente aparição do realizador Édouard Molinaro, responsável por uma das melhores comédias do cinema francês do pós guerra L'Emmerdeur, um dos textos de Francis Veber que o cinema americano tão mal tratou (até Billy Wilder, cujo Buddy, Buddy, remake deste L'emmerdeur, estava a milhas do original, como Jack Lemon e Walter Mathau - chega a parecer impossível - a milhas do Brel e do Lino Ventura). Salvatore Adamo - Vous permettez Monsieur? - foi lá cantar, e bem, Ne me qutte pas, um dos clássicos de Brel que se encontram com facilidade no youtube na versão do autor. Pol Vandromme, um crítico e escritor belga que tem na sua bibliografia importantes trabalhos muito nossos conhecidos sobre a direita maldita francesa e belga, publicou em 1977, um ano antes da morte do cantor e compositor, um estudo indispensável intitulado Jacques Brel, l'exil du far-west, que está talvez na hora de editar em português.

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