sábado, novembro 15, 2008

QUE FITA VAI HOJE? - NUNCA É TARDE DEMAIS

A sessão dupla dos sábados à noite foi já duas vezes seguidas composta por um filme de Manoel de Oliveira e um filme americano "comercial" com uns aninhos. Na primeira sessão, o filme americano era um Frank Capra, na semana que passou era um "Tarzan", o primeiro com o campeão de natação Johnny Weissmuller, Tarzan, the Ape Man, Tarzan, o homem macaco, 1931, o primeiro também do cinema sonoro, onde, portanto, pela primeira vez se ouviu o célebre grito do protagonista. (O Oliveira era a Viagem ao princípio do mundo, último filme de Marcello Mastroiani, a que, confesso, assisti do princípio ao fim.) Mas já é sábado outra vez e confirma-se o programa: na RTP2, às 22.45, O Quinto Império - Ontem como hoje, 2004; depois As aventuras de Robin dos Bosques de Errol Flynn, 1938, de Michael Curtiz, antes de Casablanca e que, antes e depois, até 1961 e o estimável Comancheros, dirigiu dezenas de filmes. Curtiz era de origem húngara (mais um dos muitos húngaros que arribaram à América entre as duas guerras e à indústria do cinema e levaram alguém a pregar à porta do seu gabinete de produtor "Não basta ser húngaro, também é preciso ter talento!"); Curtiz nunca falou bem inglês e uma das suas macarrónicas frases foi imortalizada por David Niven no título de um dos volumes das suas divertidísimas memórias: Bring on the Empty Horses! (Os outros dois são The Moon is a Balloon e Go Slowly, Come Back Quickly; procurem e leiam, que não se arrependem.)

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