segunda-feira, fevereiro 25, 2008

QUE FITA VAI HOJE? - DÉCIMO DIA

Em primeiro lugar, as minhas desculpas: primeiro, por ainda não ter postado os títulos em português de alguns dos filmes aqui mencionados (os meus arquivos têm estado temporariamente fora do meu alcance), em particular o de The Sheepman, de George Marshall, como especificamente prometi e, mais tarde ou mais cedo, cumprirei ; segundo, por um erro que já corrigi: - embora continue a ser eminentemente esquecível como realizador, Glenn Gordon Caron não foi responsável por nenhuma das transmissões dos Oscars, confundi-o com outro realizador ainda mais esquecível, Gilbert Cates, que este ano pela décima quinta vez tornou a produzir o espectáculo. A propósito, não me pareceu necessário lembrar que a noite passada foi justamente a noite dos Oscars, octogésima edição. Foi transmitida em directo, como tem sido hábito, pela TVI - e às três da manhã ainda ia em menos de meio... Hoje, já entrado o dia de amanhã (01.20) é exibida a versão reduzida da cerimónia.
Para fazer horas, sugiro o filme de Sidney Lumet O assassino está entre nós, (A Stranger Among Us, 1992), às 21.30, no Canal Hollywood. Sidney Lumet é mais um octogenário ainda em actividade no cinema (há vários, embora com quase cem anos só o nosso Manuel de Oliveira, que nasceu em Dezembro de 1908, o mesmo ano de nascimento de outro dos nossos mais importantes cineastas e cinéfilos, António Lopes Ribeiro, centenário devidamente assinalado na versão on line da Annualia da Verbo - full disclosure: sou colaborador da Enciclopédia Verbo). Sidney Lumet nasceu um ano antes de Paul Newman. Pertence àquela geração de cineastas americanos que fizeram o seu tirocínio na televisão que referi a propósito de John Frankenheimer. O primeiro filme de Lumet foi o célebre Twelve Angry Men, em português Doze Homens em Fúria, 1954, um tour de force dramático e cinematográfico, passado todo dentro de uma sala em que estão reunidos os membros de um júri. Henry Fonda, todo de branco, claro, é "a voz da razão" que consegue levar os outros jurados a declarar o acusado "not guilty". É um daqueles filmes cheios de boas intenções e maus argumentos que, no entanto, é um espectáculo excelentemente realizado e um mostruário de bons actores e boa escrita dramática. O autor do original televisivo e do argumento para cinema foi Reginald Rose. Numa revisão recente, Leo McKinstry diz que é "a movie classic (but) also liberal nonsense" ("Why the kid should have gone to the chair", The Spectator, 15 de Setembro de 2007). De Lumet, que realizou dezenas de filmes, lembro só mais dois: o notável The Deadly Affair (Duas plateias para a morte, 1966, uma das primeiras adaptações cinematográficas do John Le Carré cuja celebridade estava a despontar; o livro é Call for the dead e George Smiley ainda é quase uma figura secundária) e O Veredicto, outro filme que apetece ver mais do que uma vez e que já mencionei a propósito de Paul Newman e do grande papel que tem (The Verdict, 1982, que é uma consoladora fantasia judicial, foi escrito por David Mamet).

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