sábado, dezembro 27, 2008

QUE FITA VAI HOJE? - O FEITICEIRO DE OZ

Não vi O feiticeiro de Oz quando devia - e por isso, talvez, não tenha para mim a "magia" que tem para milhões de pessoas que o viram certamente numa idade apropriadamente impressionável (entre as quais, posso atestá-lo, alguns dos meus filhos). A realização foi assinada por Victor Fleming, um director associado a alguns "clássicos" populares, como este ou E tudo o vento levou. The Wizard of Oz (1939) passa hoje às 22.45 na RTP2. Curiosamente, não vejo referência no cinema ptgate de que tanto me sirvo. Não posso alargar-me sobre o mítico livro de L. Frank Baum e todas as suas inesgotáveis ramificações sócio-político-culturais nem sobre este culto, que entre outros fiéis menos célebres inclui Salman Rushdie, como fiquei a saber recentemente por uma antologia de textos sobre cinema, Le goût du cinéma, onde o texto de Rushdie intitulado - traduzo - "O filme da minha vida", começa: "Le petit garçon de dix ans qui a vu Le Magicien de Oz au "Metro" de Bombay...". Mas deixo o aviso. Le goût du cinéma (Mercure de France, 2008) é um livrinho de textos de muito desigual interesse, escolhidos e apresentados (convencional e canhestramente) por Jacques Barozzi; não se compara com, por exemplo, o Movies da Penguin, uma antologia assinada por Gilbert Adair, pertencente a uma notável série, que inclui Utopia e um brilhante 1900. Nunca mais acabava...

P. S. Está (são agora quase dez da noite) na RTP1 - já me tinha esquecido - Charlie and the Chocolate Factory (Charlie e a fábrica de chocolate, Tim Burton, 2005), adaptado de um livro de Roald Dahl. As histórias para crianças de Roald Dahl, sem a ressonância da história da menina dos sapatos vermelhos, são clássicos da literatura infantil moderna anglo-saxónica. As que não são para crianças incluem algumas "pequenas maravilhas" de humor, sarcasmo, terror, brilhantemente escritas. Dahl foi casado muito tempo com Patricia Neal, que nos anos 60 ficou quase inutilizada por uma trombose e vimos há relativamente pouco tempo no simpático filme de Robert Altman Cookie's Fortune (1999); dela também podíamos falar toda a noite: sem ir mais longe, The Fountainhead, de King Vidor, com Gary Cooper, 1949, A face in the crowd, Elia Kazan, 1957, Hud, de Martin Ritt, com Paul Newman, 1963...

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