segunda-feira, maio 15, 2006

O inevitável Código Da Vinci

Vai estrear-se a versão cinematográfica do romance de Dan Brown que se transformou num fenómeno editorial. Prevê-se que o filme seja um fenómeno comercial equivalente no cinema. Já abordámos ao de leve as patetices do livro ("O Código Dá Vinte", FP nº 56). Talvez não seja para tomar muito a sério, como pretendem os que minimizam a relevância deste êxito e acham que discutir o assunto é gastar cera com um ruim defunto. Mas o facto é que há muitos thrillers igualmente bem arquitectados e "fabricados" e poucos se aproximam em tiragens e notoriedade deste: custa a crer que o elemento anti-cristão e, em particular, anti-católico não tenha desempenhado algum papel nas dimensões do sucesso. Entretanto o actual Mestre do Templo, título do pároco da Temple Church de Londres, cujos antecessores, na Idade Média, chefiavam a Ordem dos Templários, escreveu um livrinho bem-humorado sobre a questão, que se intitula The Da Vinci Code and the Secrets of the Temple, Canterbury Press, 2006, e se baseia numa conferência que ele lá pronuncia regularmente para os turistas e curiosos que visitam em grande número a velha igreja, muitos deles com o romance de Dan Brown debaixo do braço. Robin Griffith-Jones organizou um guia conciso e bem sinalizado das principais dúvidas e afirmações do livro a respeito dos Evangelhos, dos Templários, etc., e dá-lhes resposta, com uma fleuma muito britânica. Há um vídeo da conferência em www.beliefnet.com.

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