domingo, fevereiro 18, 2007

CARTIER

A Fundação Calouste Gulbenkian continua de parabéns! No âmbito das comemorações do seu 50º aniversário já assistimos a alguns grandes sucessos, de entre os quais o principal terá sido a exposição dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso e que bateu todos os records de público.

Agora, a Fundação traz-nos a exposição dedicada a Cartier, 1899-1949. O percurso de um estilo. Trata-se de um evento cultural da maior importância e que tem potencial para rivalizar em sucesso com a de Amadeo. A exposição começa por mostrar diversas cartas da Casa Real portuguesa à casa Cartier a exaltar a qualidade dos seus produtos; seguem-se diversas fotos da família Cartier e das suas viagens pelo Oriente, nomeadamente pela Índia. Depois, enfim, depois são as jóias fabulosas, moderníssimas, com o gosto requintado dos seus criadores. Reunem-se assim 230 jóias, relógios e objectos pertencentes às colecções de Cartier e de Gulbenkian, numa mostra fantástica que é ainda completada com alguns desenhos e estudos de diversas das peças mais emblemáticas.

Quanto à forma como as peças estão expostas, não há senão que a elogiar, tendo em conta que se consegue uma óptima visualização das mesmas, dada a magnífica iluminação que nos permite captar todo o fascínio dos diamantes. No entanto, o público já compareceu em grande número e, por vezes, não é fácil contemplarmos uma determinada jóia com o detalhe e a calma que gostaríamos. Mas isso, enfim, é o preço que temos que pagar para podermos ver, em Portugal, exposições desta qualidade, que já correram outros museus famosos, como o Britânico, o Ermitage, o Metropolitan ou o de Belas Artes, de Houston.

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