sábado, fevereiro 17, 2007

BRATISLAVA

Regressei recentemente de Bratislava, ou Pressburg, como é conhecida pelos povos germânicos que por aí passaram várias vezes ao longo dos séculos. No centro dessa velha Mitteleuropa, terra de encruzilhadas, de invasões e de disputas dos impérios, a capital eslovaca é uma cidade que tem passado relativamente despercebida nas rotas do turismo internacional, vivendo sempre na sombra da atracção máxima que é a vizinha Viena ou a outrora capital da Checoslováquia, Praga. Contudo, a cidade tem grandes atractivos, sendo evidentes as mudanças que a cada ano se fazem sentir, através do cuidado que tem sido posto na recuperação do centro histórico, dessas encantadoras praças e recantos barrocos onde podemos viver tantos episódios passados. Seja a casa onde outrora Mozart deu um concerto (agora gentilmente cedida para Embaixada da Áustria), seja o patriarcado, onde os grandes da Europa, entre eles Napoleão, se reuniram para celebrar a paz, seja a velha catedral gótica (uma das poucas que não foram sendo adulteradas ao longo dos tempos, como nos garantiram).

Andando pelas suas ruas, vamo-nos constantemente apercebendo do muito que mudou nos últimos anos. Para bem e para mal. Se o centro histórico está cada vez mais bonito, já o resto é assaltado por medonhos edifícios modernos, onde se sente a falta de uma legislação que os limite em altura e em estilo arquitectural. Se os monumentos vão sendo recuperados e os restaurantes e bares vão surgindo por todo o lado, cheios de ambiente e qualidade, já é triste constatar que também muitos deles vão dando lugar aos inevitáveis macdonald ou às habituais grandes cadeias da moda.

Contudo, muito do encanto desta cidade deve-se às suas mulheres. Com efeito, traduzindo porventura essas muitas invasões e essa característica de se encontrar numa grande encruzilhada dos principais caminhos da Europa, é de destacar a beleza das mulheres de Bratislava. Loiras ou morenas, altas ou baixas, de olhos castanhos ou de um profundíssimo azul, a mulher eslovaca está certamente entre as mais bonitas do continente.

Depois disto, que dizer mais? Apenas aconselhar a que se comecem a descobrir algumas dessas cidades esquecidas da Europa Central, como Verniko Ternovo, Sófia, Bucareste, Szentendre, Ljubljana, a fantástica Cracóvia ou ainda Vilnius, Riga ou Tallinn.

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