quinta-feira, fevereiro 14, 2008

QUE FITA VAI HOJE? - SEGUNDO DIA

O canal de cabo Turner Classic Movies (TCM) exibe hoje às 20.00 (pela tricentésima vez?) o clássico Casablanca, um dos resultados mais perfeitos do sistema de produção
conhecido por studio system, o infame sistema dos grandes estúdios de Hollywood que morreu há já muitos anos às mãos de vários assassinos de que não vamos aqui falar hoje. Na altura não deixou muitas saudades - e só depois veio a ser lamentado, até por muitos dos seus mais ferozes críticos. É dos filmes mais citados (às vezes incorrectamente, como no caso do famoso "Play it again, Sam", que Woody Allen usou como título de uma peça, depois adaptada ao cinema num filme com o mesmo título que Allen escreveu e interpretou mas não dirigiu). Toda a gente se lembra de ter ouvido alguma das mais célebres réplicas de Casablanca, como por exemplo "Louis, I think this is the beginning of a beautiful friendship" (H. Bogart - Rick - para Claude Rains -o Capitão Renaud), "The only cause I'm interested in is me" (Rick - o falso anti-herói que é uma marca registada do falso cinismo americano), "You played it for her, you can play it for me." (Rick para o pianista Sam, que não quer tocar As Time Goes By, a canção que o filme imortalizou), "If she can stand it, I can! Play it! (continuação da mesma cena, em que nunca ninguém diz "Play it again; Sam"), "Remember, this gun is pointed at your heart." - "That is my least vulnerable spot" (Rick-Capitão Renaud), etc., etc. incluindo a réplica do Capitão Renaud, o capitão "vichysta" que tem um coração de ouro, "Major Strasser has been killed. Round up the usual suspects.", usada por Aljean Harmetz no título de um exaustivo estudo da génese e rodagem do filme, Round up the usual suspects, The making of Casablanca. Em 2002, Bryan Singer rodou um divertido "divertimento" pós-moderno, em cujo título também foi usada esta réplica, The Usual Suspects.
No canal Hollywood passa ás 21.00 A Paixão de Shakespeare, Shakespeare in Love, um filme de John Madden muito premiado mas que vale a pena ver, para já. Fica para outro dia um comentário mais abundante sobre Shakespeare e o cinema, uma relação que tem pano para mangas.

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