segunda-feira, janeiro 23, 2006

Telegraficamente

A eleição de 22 de Janeiro (também) quis dizer:
1) O fim do "antifascismo", como passo para a respeitabilidade política. Os candidatos de esquerda eram todos antifascistas da primeira hora (Mário Soares) - e de sempre - os outros três!
O seu discurso bateu o tema, com aplicação. M. Soares, mesmo, na necessidade de autojustificação, quase chegando a imputar a Cavaco Silva propósitos desestabilizadores.
Todos mais ou menos referindo a conspiração dimitroviana – fascismo + grande capital – com Louçã e Jerónimo metendo Sócrates nesse saco tenebroso e conspiratório.
2) Outros significados:
A esquerda "patriótica" – no sentido da esquerda que não é internacionalista, europeísta, iberista – ou que pelo menos afirma alguma preocupação nacional (Alegre) – ficou à frente da outra esquerda – Soares, BE.
O candidato suprapartidário - Cavaco - apresentou-se independente e recolheu, depois, apoio partidário – e o candidato em dissidência com a candidatura oficial do seu partido – Alegre – somaram quase ¾ dos votos.
Isto vale (e significa) o que vale, que é alguma coisa.

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