terça-feira, agosto 14, 2007

SER CONSERVADOR : A VERSÃO ANGLO-SAXÓNICA - 1

"Ficou célebre o labéu que John Stuart Mill pôs ao Partido Conservador: era o 'partido estúpido'. Mill, claro, era um liberal - mas é o que são na sua maioria os intelectuais. Não há muito tempo, falando da própria experiência dos seus anos de formação em meados do século XX, o conservador inglês Roger Scruton escreveu: ' Quase todos todos os intelectuais ingleses consideravam o termo 'conservador' um insulto...[era] estar do lado da idade contra a juventude, do passado contra o futuro, da autoridade contra a inovação ... a espontaneidade e a vida'.
Além de hostilidade também é provável que haja ignorância na matéria. O conservadorismo presta-se mal a uma exposição esquemática e didáctica e é raro os conservadores tentarem-na. Na Introdução à sua antologia The Conservative Tradition, R.J. White afirma, defensivamente (ou talvez com suficiência e ironia): 'Meter o Conservadorismo num frasco com um rótulo é como tentar liquefazer a atmosfera ou apresentar uma descrição exacta das crenças de um membro da Igreja Anglicana. A dificuldade nasce da própria natureza da coisa. Porque ser conservador é menos uma doutrina política que uma forma de pensar, uma maneira de sentir, um modo de viver.' "

Owen Harries, "What Conservatism Means", The American Conservative, Novembro de 2003

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