quarta-feira, novembro 28, 2007

A BATALHA DE ARGEL

A batalha de Argel começou em Janeiro de 1957, há cinquenta anos. Em 2006 fez quarenta que o Festival de Veneza premiou "A Batalha de Argel", o filme de Gillo Pontecorvo que um ensaista americano de memória curtíssima considera "o primeiro filme de propaganda política de esquerda". (Por sinal exibido este ano em televisão pela primeira vez, no canal Arte). (Em tempo, mais ou menos - 29-11-07: faz falta, talvez, para quem não tem tão frescos estes acontecimentos de meio-século atrás, acrescentar que a chamada Batalha de Argel foi um episódio sangrento e decisivo da guerra da independência do que é hoje a República Popular Democrática da Argélia e que era para muitos franceses e argelinos a "Algérie Française", uma guerra que marcou o destino da própria França, onde provocou uma quase guerra civil e esteve na origem da V República Francesa ainda vigente.)
Como há lições que nunca perdem o seu valor - e a história está sempre a ser feita, voltaremos a este assunto, à batalha e à "batalha". Entretanto aqui fica um "pensamento para o dia", tirado de uma directiva emitida à época pelo CEE (Comité de Coordenação e Execução) do FLN argelino em Tunes: "Uma bomba que mata dez (civis) e fere outros cinquenta equivale no plano psicológico à perda de um batalhão francês". Como verificava, num misto de cansaço, surpresa e exasperação, um diplomata americano, na Somália dos anos 90: "É que eles não querem a paz, querem a vitória!".

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