terça-feira, janeiro 08, 2008

A VELHA DESORDEM MUNDIAL

Sua Santidade o Papa Bento XVI - lê-se no Público, por exemplo - critica a "globalização", citando Isaías: "uma névoa que cega as nações", comparável à Torre de Babel (como diria o outro, essa fomos nós que inventámos, vide "As Torres de Babel", Futuro Presente, nº 51). É fácil para quase toda a gente concordar com o Santo Padre em associar "o mundo globalizado ao caos da Torre Babel" e discutir "os efeitos positivos da liberalização à escala mundial" e acenar que sim com a cabeça quando o Papa fala da falta de "justiça social", tudo culpa dos Estados Unidos, de preferência. O que quase toda a gente já não quer ouvir é que, como também diz Sua Santidade, "se falta a verdadeira esperança, [o Homem] procura a felicidade na embriaguez, no supérfluo e no excesso". Porque ao contrário do que comenta um jornal italiano a questão não é "uma mudança radical da ordem económica", ao alcance de qualquer rápido decreto: é mudarmos nós de vida.

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