quarta-feira, janeiro 02, 2008

VIDA NOVA

Temos que nos dar por satisfeitos: por enquanto, o "vício miserável", o "legado de maldição e de vingança dos peles-vermelhas", está a ser combatido pelos anti-tabagistas pela suave pressão dos diplomas legais e pelo estímulo da menos suave, mas até agora incruenta, ânsia delatora e higiénica do cidadão comum. A prática do "vício brando e útil", como lhe chamava em 1933 um raro e pacato defensor do cigarro, ainda não é punida com "bastonadas" - como na civilizada Suiça do século XVII, numa das primeiras tentativas para extirpar "esse hábito repugnante", que não teve êxito (como ensina um interessante artigo de Arlindo Manuel Caldeira no Público de hoje). Em sítios menos impressionados pela integridade física e moral dos delinquentes, como a Rússia, a Pérsia e o Império Otomano, cortava-se o nariz aos fumadores - ou até a cabeça, se reincidissem. Ora bem!

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