terça-feira, outubro 03, 2006

Anders e os Holbein

Entre a infernal máquina de produção livreira a ASA proporcionou-nos uma saga de quatro livros caros sem avisar que o texto não presta. O texto dos Holbein é mesmo à alemã: chato, descritivo, com um personagem embirrento, obtuso que durante três livros só faz asneiras. Tem que se ser curioso para verificar como os autores vão resolver o problema que andaram a construir em três livros. Mas a desilusão não tarda. O livro é o pior dos quatro. A solução que Holbein encontra é risível no seu melhor. Não é uma obra fantástica, mas sim um fantástico erro. Espera-se muito do primeiro tomo, mas logo nos outros vamos descobrindo que as coisas não colam. Se os Holbein são grandes escritores na Alemanha não o são para quem tiver lido Gemmel, Feist, Stanislas Lem, Isaac Asimov, John Windham ou até mesmo Herbert George Wells. Há um ritmo que tem de ser preservado e que nos Holbein não existe. Há uma história que tem de ser bem contada e eles não sabem contar. A história imagínária ter que ser fechada magistralmente com um fim surpreendente ou com uma forte chave lógica, dentro do enredo desenvolvido. Os Holbein não sabem o que isso é. Fecham o seu enredo descritivo e chato com uma solução caída do Céu, que verdadeiramente é uma obtusidade. Se gosta de literatura fantástica não leia os Holbein porque perderá dinheiro e tempo.

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