quinta-feira, abril 26, 2007

RECORDAR É VIVER-MEDIDAS ACTIVAS

"Medidas activas" é uma expressão soviética que foi introduzida nos anos 50 para descrever certas técnicas declaradas ou encobertas destinadas a influenciar os acontecimentos e os comportamentos em países estrangeiros ou os respectivos actos. Podem compreender a tentativa de influenciar as políticas de outro governo, minar a confiança nos seus líderes e instituições, perturbar as relações entre outras nações e desacreditar e enfraquecer os adversários, governamentais ou não. Isto implica frequentemente manejos que têm por objectivo enganar os destinatários (elites governamentais ou não e o público em geral de países estrangeiros) e distorcer a percepção que os oponentes têm da realidade.
As "medidas activas" podem ser conduzidas abertamente através de canais de propaganda estrangeiros patrocinados oficialmente, das relações diplomáticas e da diplimacia cultural. As técnicas políticas clandestinas incluem o uso de propaganda camuflada, desinformação oral ou escrita, agentes de influência, rádios clandestinas e organizações internacionais de fachada. Embora as "medidas activas" sejam principalmente de natureza política também podem incluir manobras militares e assistência para-militar a insurrectos e terroristas.

Richard H Schultz&Roy Godson, Dezinformatsia, Active Measures in Soviet Strategy, Pergamon-Brassey's, 1984

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