sexta-feira, maio 04, 2007

RAYMOND CHANDLER (1888-1959)-CORRIGIDO E AUMENTADO

Lido recentemente numa biografia do grande, inimitável e muito imitado Raymond Chandler: "Vivemos um miserável tempo literário de homens insignificantes que já não sabem rezar" (Carta de 1947) - e de escritores que nem sequer "aprenderam os clássicos", "sem Deus e sem heróis". Chandler é conhecido - se ainda há quem o conheça - pelos romances policiais que têm como protagonista o detective privado de Los Angeles Philip Marlowe (no cinema Humphrey Bogart, em The Big Sleep, de Howard Hawks - 1946, Robert Montgomery, em The Lady in the Lake, de Robert Montgomery - 1946, Robert Mitchum, em Farewell, My Lovely, de Dick Richards - 1975 e (outra vez) The Big Sleep, de Michael Winner -1978, Elliot Gould, em The Long Goodbye, de Robert Altman, etc.). O filme de Shane Black Kiss Kiss, Bang Bang (2005) presta homenagem a Chandler dando por título a cada uma das várias partes em que é dividido títulos de romances ou contos do criador de P. Marlowe.
Chandler nasceu no mesmo ano que Fernando Pessoa e que o Cardeal Cerejeira, e que T. S. Eliot, um ano antes de Salazar, já que falamos dessa geração.

2 Comentários:

Blogger Pedro Botelho disse...

Hmmm, desconfio que para cada «homem insignificante que já não sabe rezar» existem ou existiram milhões de homens insignificantes que sabem ou souberam. Mas é apenas um palpite. Não tenho estatísticas rigorosas...

sexta-feira, maio 04, 2007 11:35:00 da tarde  
Blogger Miguel Freitas da Costa disse...

Pedro,
Aprecio como sempre o seu vigilante e denodado proselitismo em prol da sua Fé na Razão. Mas no meu entendimento da observação de R. Chandler o que ele está a dizer é que não saber rezar é que torna os homens insignificantes - e não é por serem "insignificantes" que não sabem rezar.

segunda-feira, maio 07, 2007 1:31:00 da tarde  

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