quarta-feira, setembro 13, 2006

Não é ficção científica:Nuno Galopim apanhado a copiar

Aqui no Futuro Presente – como o próprio nome da revista pode indiciar...- há muito quem aprecie a literatura chamada de "ficção científica" e outro géneros literários aparentados. Uns com mais entusiasmo e persistência, outros com menos: não deixo de dar razão a Thomas M. Disch, um escritor e crítico de fc que diz num dos seus livros, a que já nos referimos e citámos na revista, que a idade de ouro do género "são os doze anos". A nossa revista foi, por exemplo e sem ir mais longe, uma das primeiras publicações portuguesas a falar a sério de Philip K.Dick, no princípio dos anos 80 ("As ruínas espelhadas – A ficção de Philip K. Dick, de Nuno Rogeiro, nº 16/17); vamos publicar em breve uma entrevista com Ricardo Pinto, um autor português desta área literária, como já anunciámos noutro post.
Achamos muito bem que o suplemento cultural do DN que sai "à 6ª" e cujo editor é Nuno Galopim, tenha dedicado um boa parte das suas "Letras" da edição do passado dia 8 à fc, sob o título "O Choque do Futuro". Nestes trabalhos sobre o género – que podiam ser mais frequentes e mais interessantes do que são normalmente - há sempre alguma coisa que se aproveita. O que não achamos bem é que grande parte do que neste caso se publica, incluindo o "texto de Nuno Galopim", seja directamente palmado da Wikipedia (uma enciclopédia electrónica de livre acesso e colaboração aberta a toda a gente, que os frequentadores da internet bem conhecem decerto) sem qualquer referência à fonte, que é copiosa e literalmente traduzida para as páginas do jornal. Ainda por cima com erros de português.

1 Comentários:

Blogger rui leitao disse...

Quanto ao facto de ter copiado, no problem, Agora, copiar da Wiki é que parece pobre. Se copiar de obra de referência até aprende e difunde o que é bom. Já está tudo inventado e nós, todos nós, limitamo-nos a transferir influências de umas publicações para outras. Conjugar influências distintas, até de áreas diferentes e raciocinar sobre esse mosaico, essa é uma das últimas formas de… inovar. Vamos assumir que copiamos de outros mas não nos esqueçamos de acrescentar uma pequena reflexão final nossa (será mesmo?).
ruileitaoreuma

sexta-feira, setembro 29, 2006 10:12:00 da manhã  

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