quinta-feira, outubro 19, 2006

Aborto (1) - repetir até sair a jeito

O Parlamento aprovou novo referendo para a legalização do aborto, na versão soft de "despenalização da "IVG" ( interrupção voluntária da gravidez). Sabe-se que estas linguagens técnico-legais, poupando os destinatários mais sensíveis à selvajaria da coisa, podem ajudar a fazê-la passar...

Um referendo com o mesmo conteúdo e objectivo realizou-se há poucos anos, com resultado favorável ao NÃO. Pelos vistos não valeu. E se tivesse sido ao contrário? Se tivesse ganho o SIM, alguém repetia?

Este é um claro caso de manipulação e monopolização da democracia pelos "democratas". Que para a esquerda festiva doméstica em Portugal são só eles próprios - os "antifascistas". A prática lembra aqueles referendos "europeus" que, quando ganha o NÃO, os partidários do SIM, sem qualquer pudor, declaram abertamente no dia seguinte que vão ver a melhor táctica e oportunidade de reparar o engano popular.

É um combate desigual, mas vamos a ele.

2 Comentários:

Anonymous Veliberalino disse...

Geito? Não quis dizer gueito?

quinta-feira, outubro 19, 2006 10:37:00 da tarde  
Anonymous 204194@alunos disse...

IVG? Na realidade tem uma sonoridade muito light, soa bem aos ouvidos, leia-se, é um disparate usar artifícios linguísticos para atingimento do subconsciente do votante, ou seja, é como fazer publicidade subliminar.
Primeiro, defndo que interrupção, é algo que nós paramos temporariamente e que pode ser recomeçado, o que é muito diferente de aborto, que se assemelha a um fim ou final definitivo. Sei que é uma questão de semântica, mas tem a sua importância. Depois o termo voluntário também não me entra bem na minha concepção linguística. Dizer aborto permissivo legal-condicionado, é mais complexo, mas mais completo. Permissivo, porque a lei permite que se faça o aborto, desde que sob determinadas condições, e até um período de tempo, portanto, condicionado a lei, a condições legais.
Se se acabar com a despenalização, isto vai ser uma festa, porque a nossa cultura é diferente, e o aborto vai servir para todo o efeito. Depois, quem o fizer, como diz o código do trabalho, tem-se direito a uns dias de licença e por aí além.
Porque, fazer um aborto legalizado por motivo de violação, em termos de saúde intra-uterina, os efeitos são os mesmos para quem faz com vontade de o fazer, portanto, por opção.
O mal deste problema, é que não uma cultura de responsabilidade na raiz da adolescência, não há respeito pelos milhares que o Estado investe em informação publicitária, etc...
Eu sou contra o aborto, sim sou.
Mais educação, melhor formação de informação, preservativos gratuitos ou mais baratos, pois o preço deles não são nada meigos para algo que é descartável!
Quer dizer, agora por uma questão de economia/finanças tem que se abortar? Uma das razões que muitas mulheres apresentam. Quando estavam no bem-bom tudo bem, agora que meteram o pé na argola queixam-se, salvo casos excepcionais. Tem que haver uma responsabilidade individual. Não há desculpa. Com tantas doenças que hoje existem, quem é que faz relações sexuais sem estar prevenido?! Não tem lógica. Há imensa informação de alerta!
Agora, não venham para cá esses espanhóis aproveitar-se da irresponsabilidade dos outros na tentativa de enriquecer. No mínimo, que se for legalizado e não penalizado, só seja permitido em hospitais públicos. Não vamos fazer comércio de serviços de saúde, cujo produto de venda ( feto em desenvolvimento ) comece a aparecer massivamente em tudo quanto é barriga.
Com o problema demográfico que ainda temos, e política de natalidade, este assunto ser insistente não é coerente.
Para mim, na minha opinião, prezando o respeito pela mulher que o merece, julgo ser muito pior essa opção ( a do aborto ), porque as consequências não são só físicas!!!
Espero que ganhe o não, e se o referendo não for vinculativo, então preferia que ele nem existisse.
Estarei também atento á data desse referendo.
Um bem haja.

Aluno Ciência Política, Cândido Marques

sexta-feira, outubro 20, 2006 3:45:00 da manhã  

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