segunda-feira, novembro 20, 2006

Friedman hoje


Friedman foi um economista que influenciou poderosamente diversas correntes do pensamento económico. Vale a pena lembrar algumas:
Num tempo em que um keynesianismo mal absorvido, de um Keynes mal lido, dominava as políticas públicas e os economistas mais influentes, Friedman remou contra a corrente, voltou a reabilitar a linha de Bhöm-Bawerk chegando quase a aproximar-se da economia sem números de Ludwig von Mises. Aqui a sua linha de pensamento triunfou. As Administrações socializantes, que detinham vastos sectores da economia nas mãos públicas, promovendo o mau aproveitamento de recursos, vieram a ter um fim. O Estado recuou e cedeu ao mercado como ele previa. Com a atribuição do prémio Nobel da Economia ao austríaco Friedrich A. Hayek, premiava-se um chefe de fila da escola de Viena, e indicava-se que o caminho era a desintervenção, a liberdade do mercado e a desregulamentação. Logo em 1975 é o próprio Friedman a conquistar o Nobel, pela sua teoria do mercado livre e as suas teses sobre o dinheiro.
Na questão de fabricação de dinheiro ele foi muito claro. Teorizou que era um imposto a ser pago por todos, porque a sua consequência directa é a inflação. E não podemos andar a esconder o problema porque ele é visível em Portugal, sobretudo de 1975 a 1990. Fez-se dinheiro a rodos para todos os fins. A inflação disparou e os juros passivos chegaram aos 35% ano.
O trabalho de Friedman foi continuado e acompanhado por Henry Hazlit, Jacques Rueff, Luís M. Hacker, Ropke, e mais uns quantos teóricos influentes. A própria escola de Chicago da "escolha pública" não pode ser desligada das suas concepções quanto ao papel da Administração na economia e a função do dinheiro na vida económica, da inflação e da poupança. E este não é o caso de um autor que só se tenha de entender no contexto das estatizações e do estado soviético dos anos 60. É um autor para hoje. Por exemplo: para o ministro da economia ler. ( Recomendação: Dollars and Deficits, Prentice-Hall,1968). Não é um livro velho. É para agora e aqui.

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