quinta-feira, novembro 30, 2006

O 1º de Dezembro


O lº de Dezembro de 1640 representou a prova de vida de Portugal, que a Nação queria reconquistar o seu Estado em plena soberania. Fê-lo então com sucesso.
Hoje, as ameaças à soberania, à independência nacional, são múltiplas; a começar pela "agressão ideológica" através das palavras.
A mensagem subtil é a alteração das palavras. Chamar, por exemplo, "soberanistas", aos defensores da independência de Portugal, é uma forma de "desvalorizar" o conceito de independência, transformando-o numa espécie de discussão bizantina sobre "detalhes" jurídico-constitucionais.
Não devemos permitir o sucesso deste tipo de truques semânticos. Como não devemos permitir o discurso da "desconstrução" dos valores, baseado na ideia que não fazem sentido, que estão ultrapassados, que o século XXI é só economia, finanças, globalização.
Nunca o jogo geopolítico dos interesses territoriais e energéticos foi tão político. Nunca as nações precisaram tanto do Estado, -do Estado pessoa de bem,entenda-se- para as defender.
Em 1 de Dezembro de 1640 a Nação Portuguesa reconquistou "por um punhado de bravos" a sua Liberdade. É isso que conta, não só para lembrar tal esforço, como para o continuar por palavras e acções.


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